quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Êkeb
Nessa parashá, estudamos que Hashem nos abençoa quando guardamos as mitzvot. Nós ocidentais temos o costume de em tudo pôr a culpa em algo, e sempre perguntamos: 'por que isso aconteceu?','porque coisas ruins acontecem com pessoas boas?', e assim vai. Mas, como nós vimos na parashá de debarim (viu como uma parashá leva a outra?), diante dessas situações nossa resposta deve ser ekhá (como?) e não 'por que'. Igualmente, quando muita gente lê esse texto quer fazer negócio com D'us: 'Eu vou fazer isso e espero que D'us me abençoe'. Mas não é assim que as coisas funcionam. Nós devemos cumprir as mitzvot, e confiar em Hashem. Com D'us não se negocia!
A parashá de êkeb continua recordando a tragetória dos israelitas no deserto e também trás a segunda parte do shemá (vehaiá im shamoa - deut. 11).
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Vaet'hanan
OBS.: O primeiro shabat depois de tishá beab se chama shabat nahamu, o shabat da consolação, para nos consolar da destruição do templo sagrado.
A palavra vaet’hanan significa ‘e supliquei’. Refere-se isso à súplica de Moshê rabênu para entrar na Terra Santa. Coisa interessante, é que o valor numérico da palavra vaet’hanan é 515, e, segundo o midrash, Moshê rogou ao Criador 515 vezes, de maneiras diferentes para que Hashem voltasse atrás na sentença. Haja oração!
Moshê, como um grande tzadik, não queria entrar em Éretz Israel para fazer turismo, ele queria mesmo era se impregnar da santidade daquela terra. Além disso, há mitzvot que só podem ser cumpridas lá, e por isso Moshê queria tanto entrar lá.
Além disso, essa parashá desce o pau na abodá zará (idolatria), uma das coisas que Hashem mais odeia, e relembra a revelação da torá e os dez mandamentos, associados com as dez sefirot místicas, só que dessa vez, com a palacra shamor (guarde) em vez de zakhor (lembre), quando se refere ao shabat. Como sabemos, zakhor se refere a fazer tudo para que o shabat seja diferente dos demais dias. Por exemplo, recebendo-o como se recebe uma rainha, enquanto shamor refere-se a ter cuidado em não fazer nada que seja proibido nesse dia.
A parashá de vaet’hanan culmina com o Shemá Israel, declaração fundamental da fé judaica, pois trata da unicidade absoluta do Criador.
Continua, bli néder, no próximo vaet’hanan.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Debarim
A parashá de debarim inaugura o quinto e último livro da torá, que tem o mesmo nome, que significa 'coisas', ou 'palavras'. Esse livro é conhecido no mundo não-judaico como 'deuteronômio'.
Essa parashá começa com as palavras de Moshê rabênu, de repreensão (tokhehá) ao povo. Aliás, segundo Rashi, todas as vezes que a torá usa a palavra debarim, em todas as suas declinações, (dibrê, etc.), trata-se de uma repreensão.
Continua, bli néder.